domingo, 24 de janeiro de 2016

Sobre mudanças

Ontem minha mãe conversava com uma conhecida nossa sobre o quanto eu e minha irmã somos diferentes em determinado aspecto. Minha irmã é bastante resistente à mudança. Por exemplo, nunca pintou ou mudou o corte de cabelo - o que para uma mulher é sintomático. E quando está diante de uma mudança inevitável - como quando estava concluindo o colégio, a faculdade e, agora, que está prestes a se casar - desenvolve até uma certa angústia, que ela não esconde de ninguém. 

Eu, por lado, onde vejo uma oportunidade de mudança lá vou atrás. Assim, eu larguei um trabalho para ser sócia na minha própria agência (sem ter nenhum cliente em vista), aceitei um pedido de casamento conhecendo o noivo há alguns meses, mudei de país, voltei pro Brasil, voltei pra casa dos meus pais. Percebam que mesmo quando não existe uma oportunidade de mudança eu acabo criando uma necessidade. Sou inquieta. Tenho horror da sensação de que a vida está passando e eu não estou fazendo nada de novo. Isso me faz mudar mesmo quando a situação atual não me incomoda muito. Praticamente todo ano mudo a minha principal atividade física, simplesmente porque não aguentaria ficar fazendo a mesma coisa. E mesmo estando ok com meu cabelo estou tendo um siricutico pra mudar. Daqui a pouco vou lascar tinta ou tesoura. Vão vendo. 

Agora pensem comigo. Se um negócio está ok e eu já cismo de mudar só pra dar movimento, imagine quando o cenário está desfavorável pra mim?! Eu fico é doida. Faço tudo o que posso. No caso de envolver outras pessoas, não vejo maneira mais eficiente do que ser transparente. E uma coisa, nessa loucura de mudar, eu aprendi: quando a gente muda, tudo muda. Quando percebo que já estou dando murro em ponta de faca, promovo a mudança em mim. Às vezes dói, mas isso é viver. 

"Não existe prova maior de insanidade do que fazer a mesma coisa dia após dia 
esperar resultados diferentes".

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Metáfora do dia



Talvez eu escreva um livro com metáforas. A de hoje é com baleias. 

Estou meio obcecada por documentários de baleias. O último que vi foi o Blackfish, sobre os casos de treinadores que foram mortos por orcas no SeaWorld. Triste demais ver um animal de cinco toneladas sendo criado numa piscina e ainda sendo naturalmente chamado de assassino. Se alguns treinadores foram mortos em trabalho, por outro lado não há registro de humanos mortos por orcas na natureza. 

A questão é óbvia: no cativeiro a baleia tem seu instinto reprimido e acaba virando uma bomba-relógio. Nenhum ser vivo foi feito para ter sua natureza ofuscada. Quando existe a obrigação de viver uma vida que não é sua, reprimindo seus desejos primordiais, fatalmente alguém vai se machucar muito. 

Você

Nunca escrevi sobre você. Alguns assuntos me travam. Talvez seja o caso. Mas vamos tentar. Já me perguntaram, mais de uma vez (gente minha e gente sua) porque gosto de você. Geralmente digo que não sei, apenas para não render assunto. Mas é óbvio que eu sei. Gosto porque você é obstinado, tem ideais, responsabilidade e foco. Gosto porque você é uma pessoa autêntica num mundo cheio de fakes. Você não faz questão de agradar ninguém. Nem a mim. Curiosamente, o que eu mais gosto em você é também minha maior dificuldade. 

Entendo a curiosidade das pessoas em saber o que, afinal, a gente viu um no outro. Parecemos tão diferentes. E somos. Mas sinto com você uma afinidade que senti com poucas pessoas na vida (ou com ninguém, de repente). Aquela sensação reconfortante de poder falar qualquer loucura e, mesmo que você faça cara de tédio, sei que no fundo está rindo. Pode parecer um tanto pretensioso da minha parte, mas eu sei também que a afinidade que você tem comigo também não te aconteceu com outras pessoas. Eu reconheço a minha importância na sua vida. Dou valor a cada pequeno gesto seu, porque eu sei que, por sua natureza, muitas vezes esses gestos são frutos de um grande esforço. Às vezes me dá vontade de agradecer, de dizer "que fofo, eu adorei que você fez isso". Mas me controlo porque sei que você não gosta de demonstrações de afeto.

Isso é o que me mata. Você pode achar ridículo ou dramático, mas acontece de eu chorar à noite quando penso em você antes de dormir. Chorar é uma espécie de transbordamento. Transborda em mim todos os sentimentos que não posso demonstrar. Porque você é assim. Você não está assim. Você é assim. Te conheci assim e nada mudou. Não vai mudar agora. Não vai mudar comigo.

Comigo sempre existirão nossas conversas, nossas piadas internas, uma química interessante, uma amizade  colorida (às vezes um tanto superficial, mas ainda assim uma amizade). É uma delícia, mas não o suficiente. E eu não sou exigente, sabe? Não quero alguém fazendo juras de amor aos meus pés ou me pedindo em casamento. Eu já vivi isso. O que eu espero há muito tempo é um elogio. É te encontrar e você me dizer que estou bonita. Sabia que isso nunca aconteceu? Você já elogiou meus textos e nunca me esqueci. Foi o único elogio que você me fez. Também ia gostar muito se você me chamasse por algum apelido carinhoso de vez em quando. Se você às vezes dissesse que está com saudades de mim (pode ser mentira, só pra fazer uma graça). Queria poder, no meio de um momento de euforia ou tristeza, te telefonar e te contar o que está acontecendo. Mas sei que você não vai atender. 

Não me preocupo nada com presentes, não gosto de ir em restaurantes caros e detesto ganhar flores. Meu nível de exigência é baixo, por isso me frustro tanto. Eu espero tão pouco de você...

E tenho aprendido a esperar cada vez menos. No momento, a única coisa que eu espero de verdade é que você abra mão de mim. Que você perceba que, afinal, você não gosta de mim e por isso nunca vai me elogiar, me dar um apelido carinhoso ou ouvir meus problemas. 

Afastar de você, nem tento mais. Continuarei aqui te oferecendo minha ajuda (mesmo que ela seja negada todas as vezes), te contando minhas teorias e deixando os problemas em casa quando a gente se encontrar. Eu sempre estarei sorrindo pra você, mas por dentro sempre haverá a dorzinha de não conseguir ter uma relação de verdade. Até o dia em que você irá se afastar de mim.

Ao menos, quando eu tiver 90 anos e nossa história vier à minha cabeça, eu vou ter a tranquilidade de pensar: eu fiz tudo o que eu podia ter feito. E eu tenho certeza de que vou me lembrar de você aos 90 anos. E sempre. 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Cadarço

Sabe quando você está andando na rua com o cadarço desamarrado e você obviamente sabe que ele está desamarrado mas decide só parar para amarrar em determinado ponto? E então as pessoas começam a te abordar te informando que seu cadarço está desamarrado e obviamente elas estão querendo te ajudar mas começa a te irritar e você acaba amarrando porque te vencem pelo cansaço?
Aconteceu comigo hoje e eu percebi que é uma grande metáfora para muitas situações na minha vida.

Palavras

Uma imagem vale mais que mil palavras. Uma atitude vale mais que mil palavras. Aparentemente até um cacho de banana vale mais que mil palavras. Não pra mim. Reconheço absolutamente a legitimidade dos gestos. De que adiantariam as promessas sem as ações? Nada. 

Já ouvi muita palavra desacompanhada de gesto e, realmente, não tem sentido. Só que cada um é feito de uma matéria. A minha matéria são as palavras. 

As palavras são minha ferramenta de trabalho e de sobrevivência. Quando falo com alguém importante para mim, escolho a dedo o que vou dizer porque sei o poder que elas têm. Quando me escapam palavras furiosas me sinto a pior das mortais. Evito escrever e dizer em voz alta palavras negativas pelo mesmo motivo. Palavras têm energia. 

Por outro lado, uma única palavra positiva me faz ganhar o dia, a semana, o mês. Por isso sinto falta e às vezes é difícil para mim conceber que nem todo mundo tem a mesma facilidade para se expressar por meio delas, como eu tenho. Espero palavras que nunca vem. Nem nunca virão. Preciso aceitar, mas não é fácil.

No fundo sou meio Cazuza. Mentiras sinceras me interessam. 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Todo caminho é caminho



Ocorreu de depois de quase seis horas de viagem, voltando da praia, sermos surpreendidos pelo tombamento de uma carreta na BR. Começava a se formar um antipático engarrafamento (nunca entendi essa palavra. Estamos falando de carro ou garrafas, afinal?). Soluções, só duas. Ou esperar pacientemente a bagunça se desfazer. Ou seguir um pequeno grupo de desertores (meia dúzia de carros) que, seguindo um caminhoneiro, decidiram buscar um caminho alternativo. Como somos mais aventureiros que pacientes, fomos com os fujões. Uma hora e meia de estrada de terra. Definitivamente não era o caminho mais fácil, muito menos o mais curto. Era, porém, muito mais bonito e surpreendente. A cada curva, uma paisagem inesperada. Para quem conhecia cada detalhe daquela BR, percorrida por nossa família há mais de 30 anos, foi prazeroso descobrir lugares por onde nunca havíamos passado e, provavelmente, por onde nunca mais passaremos. 

Claro que agora vem a grande metáfora, porque isso não é diário de viagem. Frequentemente, alguém me sugere que talvez eu esteja tomando o caminho errado na minha vida (não fazem por mal e, muitas vezes, nem percebem que estão tentando interferir no meu rumo). E se a sugestão não vem de fora, acontece de vir daqui de dentro de mim. A minha convicção se faz de desentendida quando estou diante das grandes decisões. O que me salva (e me condena, ao mesmo tempo) é que nenhum pensamento me ocorre sem que haja réplicas e tréplicas (meus neurônios devem ser todos juristas). Dei para me questionar se "ok, suponhamos que eu não esteja no caminho certo", quem definiu que este é o caminho errado? O que é certo e errado, afinal, se não estou violando leis e, analisando de um ponto de vista ético, também não estou deliberadamente prejudicando outras pessoas?

O fácil é o certo. Diz uma música. O certo é o fácil, diz a sociedade. Talvez seja melhor e menos incômodo que eu siga um caminho mais padrão, que eu siga o fluxo simplesmente. Quem anda com a maioria é aceito mais facilmente. Mas eu não quero ser aceita, eu quero ser feliz. Tenha plena consciência de que talvez tenha optado por um caminho mais difícil e mais longo para concretizar coisas importantes que pretendo fazer na vida, mas quem me garante que meu caminho "errado" não me reservas boas surpresas? Se eu não estava feliz anteriormente - se haviam carretas e carretas tombadas na minha estrada - eu precisava recalcular rota. E o farei quantas vezes for necessário.




domingo, 15 de março de 2015

A vida, muito mais incoerente que novela



Já fui bastante noveleira, mas ultimamente ando meio sem paciência para acompanhar alguma coisa durante tanto tempo. Para não negar minhas raízes, porém, acabo vendo o primeiro e o último capítulo e acompanhando uma coisa ou outra nesse ínterim. Foi assim que entendi globalmente a trama de Império e ri litros com as patacoadas do folhetim (sempre quis escrever um texto chamando novela de "folhetim". Me sinto muito profissional), apontadas pelos brilhantes sites de humor.

Acontece que com o fim de Império e a enxurrada de comentários estilo "é só novela mesmo", fiquei aqui pensando com meus botões (também sempre quis usar a expressão "pensando com meus botões". Me sinto muito costureira): será que é só novela mesmo? Porque, convenhamos, que coerência tem a vida, gente?

Lembro de sempre pensar algo do tipo quando refletia sobre a vida da minha avó. Se novela fosse, não ia faltar quem acusasse o autor de fantosioso demais. "Ah não acontece tanta coisa assim na vida de ninguém". Em novela pode até ser que não, mas na vida real sim. Na vida real, mesmo o casal mais apaixonado, que se ama e lutou para ficar junto vai brigar por motivos banais. Pode acontecer, inclusive, de pessoas se apaixonarem e nunca ficarem juntas! Na vida real, uma pessoa pode te jurar amizade eterna num dia e virar a cara pra você em outro sem dar nenhuma explicação. "Hummm...tá muito mal bolado esse enredo". A vida é assim. Nos empurra goela abaixo enredos mal resolvidos e que se exploda a audiência. 

O público vai se chocar? Isso nunca foi critério para os scripts da vida. Em determinado momento do famigerado último capítulo de Império me peguei pensando: "não acredito que a Globo VAI DEIXAR o filho matar o pai". Mas foi questão de milésimos de segundos para vir à minha mente a desfaçatez da Von Richtofen, queridinha de todas as emissoras. 

Pelo menos esperaram até o último capítulo pra matar o comendador. E na vida que pessoas saem de cena no auge da trama e fica por isso mesmo?

A única coisa que ainda não vi acontecer na vida real foi um rejuvenescimento milagroso como o da Cora. Mas do jeito que a medicina e a indústria cosmética andam evoluídos, não vai demorar.

terça-feira, 10 de março de 2015

Álbum de Viagem - Curitiba

Eu tenho uma lista de cidades brasileiras que gostaria de conhecer ou de voltar para apresentar ao Osvaldo. Entre as que eu queria muito conhecer estava Curitiba, para a qual eu já havia quaaaase ido em outras ocasiões. Enfim, no carnaval deste ano deixou de ser quase e eu fui.

Curitiba ficou tão emocionada de eu finalmente ter ido que resolver se apresentar para mim bem, bem curitibana, com uma chuvinha fininha na maior parte do tempo. Nada que atrapalhasse os passeios. Graças aos meus amigos e anfitriões (Lah, Adarci, Daiton e toda a família maravilhosa) visitei lugares que eu sempre quis: Museu Oscar Niemeyer (ou Museu do Olho, que estava com a linda exposição Gênesis, de Sebastião Salgado, que eu havia perdido aqui em BH), Feira do Lago da Ordem, Parque Tangua, Ópera do Arame, Jardim Botânico (meu Deus do céu, que lugar lindo). Também fizemos um passeio de trem, saindo de Curitiba até a cidade de Morretes. A viagem dura cerca de 3 horas e a paisagem é espetacular.

Não posso deixar de mencionar também um fato muito relevante para mim em viagens: comi horrores. Além do clima estar propício à minha fome de dragão, em Curitiba se come muito bem e eu achei os restaurantes no geral mais baratos que em BH.

Enfim, enfim. A cidade é como eu imaginava: bonita, limpa, verde (são 64 quilômetros quadrados de área verde por habitante). Adorei tudo. Quero voltar.















segunda-feira, 9 de março de 2015

Álbum de Viagem - Sul do Chile III

Terceira Parada: Parque Conguillio

Depois de Pucón, voltamos a Temuco, onde ficamos mais dois dias, hospedados na casa de familiares. O objetivo, na verdade, era visitar o Parque Conguillio (desafio: tente falar este nome como um chileno). Fomos de carro, que é a melhor forma de chegar até lá. Além disso, o parque é imenso, e para conhecer todas as suas atrações, a melhor maneira é ir de carro mesmo. Apesar disso, eles tentam manter o parque em sua forma mais natural possível. Ou seja, o estilo das trilhas é bem off road mesmo. 

O grande atrativo do parque é o Vulcão Llaima, vulcão de duas pontas que vira e mexe está em erupção. Boa parte do parque é coberto por cinzas vulcânicas. 










Depois de Temuco, voltamos a Santiago de ônibus. Eu recomendo muito percorrer o sul do Chile pelas estradas, porque a paisagem é apaixonante. Muitos pastos com ovelhas e muitas araucárias, pinheiros, pinhos (enfim, apesar de ser da família, não conheço muito bem. Só lembro das aulas de biologia que é tudo gimnosperma). 

Espero poder voltar em outras oportunidades e conhecer as outras tantas belezas da região. E espero que o norte do Chile não se sinta traído, pois declarei tanto meu amor por ele (AQUI) mas virei folha total. Ahora soy sureña, cachay? 

Álbum de Viagem - Sul do Chile II

Segunda Parada: Pucón

Depois do fim de semana em Concepción, seguimos para o nosso destino principal da viagem: Pucón. Esta cidade está a 780 KM de Santiago (olhei no Google). É possível tomar um ônibus da capital até lá ou um avião de Santiago até Temuco, que é a maior cidade daquela região. Como nós não estávamos em Santiago, também tivemos que fazer uma baldeação em Temuco.

Pegamos um ônibus de Concepción até lá (cerca de 4 horas de viagem) e de lá pegamos mais um ônibus até Pucón (aproximadamente 1 hora de viagem). Eu estava superansiosa e minhas expectativas foram instantaneamente superadas. Pucón é uma delícia! As casinhas de madeira, as ruas de pedra, o cheirinho de pão amassado saindo do forno, a vista para o vulcão Villarrica de qualquer ponto da cidade: tudo é lindo.  

O nosso hostel era uma graça à parte e recomendo demais: Donde Germán. Uma fofura, parecia casinha de boneca, além de ter um atendimento excelente. 










Em Pucón são oferecidos diversos passeios, incluindo escalada do vulcão Villarrica. Para quem gosta de aventura é perfeito. Mas também existem opções para quem quer ver coisas maravilhosas sem fazer muito esforço (nosso caso). 

Um dos passeios que mais recomendo na VIDA é a visita às Termas Geométricas, que ficam em Coñaripe. A menos que você contrate um pacote por um preço exorbitante, não há como ir direto de Pucón até lá. O que fizemos foi pegar um ônibus até a cidade de Villarrica e de lá pegar uma van até as termas. Tem várias dessas vans que ficam oferecendo o passeio. Mas tem que ser esperto porque a variação de preço de uma pra outra é chocante! Nós pagamos aproximadamente R$ 100 por pessoa, valor que incluía a entrada nas termas. A temperatura das piscinas naturais onde podemos entrar varia de 35 a 45 graus. Maravilhoso. Eu amo água quente e poderia ficar ali pra sempre! 








Desde que a gente decidiu fazer essa viagem, eu estava ENLOQUECIDA por visitar a reserva de Huilo Huilo. Especialmente porque queria ver de perto seus famosos hotéis Reino Fungi, Nothofagus, e, principalmente, a Montaña Mágica. Sempre me impressionou ver as fotos deste lugar. Maaaaaas, acho que minha mente é mirabolante demais, o que muitas vezes pode ser motivo para decepções. Apesar de ser, de fato, o hotel mais diferente que já vi na vida, acho que o nome Montaña Mágica superestima nossas expectativas (a minha, pelo menos). Fiquei, sim, desapontada. É bonito. Mas eu chamaria de, no máximo, um morrinho mágico. 





Para compensar, eu não tinha nenhuma expectativa quanto à reserva ecológica de Huilo Huilo em si. E foi uma grata surpresa. As cascatas de água são maravilhosas (e olha que de cachoeira a gente que é de Minas entende, né?). Também fizemos um passeio de ferry boat pelo lago Pirihueico, que nos permitiu passar pertinho de outros vulcões, e visitamos a cervejaria Petermann. 












Este passeio fizemos com uma agência, o que eu gosto bastante devido às informações que os guias nos passam. A agência que contratamos era da cidade de Villarrica, que tem um preço gritantemente menor que os valores operados em Pucón. 

Bom, nós ficamos em Pucón uma semana. Foi o suficiente para conhecer os lugares que gostaríamos e descansar, às vezes no hostel mesmo, às vezes à beira do lago Villarrica. Mesmo sendo suficiente, fui embora com o coração apertado. Realmente me apaixonei por este lugar e espero voltar.