quinta-feira, 1 de março de 2007

Diário de Bordo

Quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

4h: Eu e Paula, numa disposição absurda para o horário, nos levantamos, nos arrumamos e partimos rumo ao longínquo Aeroporto de Confins.
6h30: Finalizados os processos de embarque e, sem nenhum atraso, partimos, ainda sem reconhecer quem eram nossos companheiros de viagem. (Explico: a promoção premiou 34 pessoas em todo o Brasil. Além de mim, mais dois eram mineiros).
7h50: Desembarque no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A gente bem que tentou passar batidas como meras passageiras, mas um bando de moças vestidas de amarelo e ostentando placas em formato de sol (A cerveja Sol estava patrocinando a farra) nos esparavam todas serelepes no desembarque.
8h30: Chegamos ao Hotel Ceasar Park, de Guarulhos. Ainda não era o momento de nos hospedarmos. Passamos por ali apenas para tomar café da manhã e interagir com nossos amiguinhos vindos de toda parte do Brasil. Era muita gente e pouco tempo. Não dava para saber nome de ninguém. Mas bastava saber a cidade de origem, coisa fácil de descobrir quando cada um começava a falar.
10h30: Partimos para Jacareí, cidade localizada a cerca de 50 minutos de Guarulhos. O destino lá era aguardado por todos: a fantástica fábrica de cerveja! Ou, Femsa (Fomento Econômico Mexicano S.A). Ou ainda, o lugar onde se fabrica Kaiser, Bohemia, Xingu e a Sol, claro.
11h30: Como em toda visita institucional que se preze não poderia faltar uma famigerada palestra de apresentação e um quiz no final com perguntas sobre o tema exposto. Nessa parte, eu tinha a certeza de que eu era uma aluna da 5ª série, em excursão com o Colégio. A questão é: o quiz era uma disputa entre duas equipes e o lado vencedor poderia escolher de qual platéia assistiria ao show de logo mais: a central ou a lateral. Ganhou o grupo do qual eu não era parte e eles escolheram a platéia central. 1 X 0 pra eles.
12h30: Passamos à parte da visita em si. Muito interessante. Em outra ocasião eu descrevo todo o processo de fabricação da cerveja. Ou não.
13h30: Voltamos ao local onde assistimos a palestra e ele estava totalmente transformado. Surgiu um bar cenográfico, mas com muita comida e bebida verdadeiras e à nossa espera.
14h30: Partimos de volta para São Paulo, no mesmo esquema que utilizamos em todos os traslados do dia: dez vans seguindo em comboio. Nessa parte, eu tinha a certeza de que eu estava prestes a ingressar na casa do BBB.
17h30: A viagem de volta foi bem mais longa, pois tivemos de enfrentar o trânsito do centro de São Paulo. Apenas no fim da tarde demos entrada no hotel em que nos hospedamos.
19h: Descemos para o jantar.
20h30: Saímos do hotel para o Via Funchal.
21h: Entramos e nos posicionamos. E, para a surpresa geral, a tal platéia central era, de fato, no centro, porém atrás, bem atrás. Por outro lado, a nossa plateía, a lateral, era colada no palco. 10 X 0 pra nós.
21h05: Início do show de abertura, da banda Papas na Língua. Mas eles só cantam uma música que Eeeeuuu Seeeiii (ridículo!).
22h30: Com meia horinha de atraso os britânicos - mas nem tanto - do Coldplay subiram ao palco. Começava assim um espetáculo para ficar gravado eternamente na memória e a realização do sonho da minha irmã. O primeiro momento que me emocionou foi "Yellow". Enquanto Chris Martin e cia. cantavam seu primeiro hit, o Via Funchal foi tomado por enormes bolas coloridas, que surgiam, sabe-se lá de onde, e pulavam em cima da platéia em polvorosa. À medida em que iam sendo estouradas, as bolas espalhavam algo como pétalas de flores. Logo em seguida, Chris arrematou de vez o coração do público - se é que precisava fazer qualquer coisa para isso - dizendo em bom português: "O terceiro show será o melhor". Se alguém tinha dúvidas quanto a isso, ele tratou logo de convocar os colegas de banda para cantar "Shiver", que nas noites anteriores só foi lembrada após apelos da platéia. Entre uma música e outra, tentativas de dizer algo mais elaborado em português, como um charmoso "E aí, beleza?". Mas o auge da brasilidade do moço se deu quando ele cantou e tocou em seu pianinho de caldas a nossa "Garota de Ipanema", e emendou com a lindíssima "The Scientist". Emocionante! Meu momento preferido, no entanto, ainda estava por vir. Lá pelas tantas, Chris, Guy, Jon e Will deixaram seus postos e, com violões e gaita se instalaram num cantinho do palco (bem na frente da "minha" platéia lateral) e cantou a bonitinha "Till Kingdom Come", de um jeito que lembrava musiquinhas do velho oeste. Naquele mesmo lugar, ainda no clima intimista, cantou a minha música preferida de Elvis: "Love Me Tender". O final apoteótico ficou por conta da dobradinha "In My Place" e "Fix You", regadas pelas lágrimas da minha irmã.

Terça-feira, 01 de março de 2007

00h30: De volta ao hotel. Êxtase, sono, estado de graça, deslumbramento. Tudo junto.
08h20: Com meia hora de atraso, finalmente decolamos de volta a BH.
09h15: Chegamos em Confins, onde nos esperavam papai, mamãe e minha amiga Paula - que havia acabado de desembarcar de Vitória para uns dias na minha casa. Eba! Eba!

Ufa, por uns instantes achei que não fosse acabar nunca. Vocês também, né?