sexta-feira, 13 de abril de 2007

Lili


Estava lendo um livro um dia desses e me deparei com a seguinte frase dita por Nelson Rodrigues: "Para mim, o amigo é o grande acontecimento, e repito: só o amigo existe e o resto é paisagem". Nosso famoso dramaturgo fez a declaração ao se referir a seu grande amigo Hélio Pellegrino.

Ok, Nelson, eu não tenho o dom das suas palavras, nem um Pellegrino em minha vida. Mas tenho a Pelegrini, que a há 12 anos vem deixando minha paisagem, digamos, mais vermelha.

Sei lá eu, por qual convenção foi cunhada a expressão "melhor amigo". Sei que, na minha vida, ela apareceu em forma de Lili. E não poderia ter forma melhor, devo dizer.

Hoje - sexta-feira 13, tal como no dia em que nasceu - é aniversário da Lili. Acho que toda e qualquer coisa que eu dissesse ou desejasse a ela soaria repetitivo porque:

1º - Há doze anos eu venho tentando dizer como ela é importante (e fundamental) em minha vida.
2º - Ela, com certeza, já sabe tudo o que sinto e desejo.
3º - Todas as pessoas que nos conhecem também já sabem.
4º - Nem todas as palavras bonitas que existem no mundo (em todos os idiomas) (até em esperanto) seriam capazes de traduzir isso.

Dane-se! O que é a falta de palavras diante de um elo que, de tão forte, fez de duas pessoas tão diferentes (Eu dia, ela noite. Eu verão, ela inverno. Eu colorido, ela preto. Eu morena, ela ruiva. Eu Eça de Queiroz, ela John Fante. Eu mexicanos, ela cubanos. Eu no dogs, ela yes dogs. Eu assessoria, ela reportagem. Eu Atlético, ela, bem, Atlético também) praticamente a mesma pessoa?

O importante mesmo é a certeza de que onde quer que a Lili estiver eu estarei lá com ela (e, se for o caso, por ela). E sei, sem medo de parecer prentensiosa, que o contrário também.

Na mesma declaração, Nelson Rodrigues diz ainda que se Deus o intimasse a escolher entre Pellegrino e a humanidade, ele diria: "Morra, humanidade". Isso eu já não diria, Nelson. É que eu conheço bem a Pelegrini aqui. Intensa e passional demais para viver num mundo sem gente. Ela gosta da humanidade e até me ajuda a acreditar nela. Prefiro do jeito que está: Lili e humanidade coexistindo. Pra sorte da humanidade.

Feliz aniversário, amiga! Te vejo mais tarde, se Jason não me pegar.

p.s.: A Lili entrevistou o Arnaldo Antunes (!!!!!!!!) essa semana. Isso me leva a crer que ela nem precisa mais ganhar presente, não é mesmo, pessoal? Quem concorda comigo levanta mão!
p.p.s.: Levante a mão também quem acha que meu post deve ir para o blogdepapel!!! Houhouhouhou...