terça-feira, 3 de abril de 2007

Estou escrevendo uma monografia de um tema sobre o qual eu, definitivamente, não entendo. Bem ou mal, todos os dias faço textos sobre zinco, níquel ou aço e, cá entre nós, não é nada que se possa dizer: "que delícia de assunto". Mas sobre o que acontece tão perto, tão dentro eu não consigo escrever. Que maldita válvula de escape é essa que falha quando eu mais preciso? Quando é confusão na cabeça, aperto no coração, TPM à flor da pele! Se eu ainda tivesse um vício! Para o estresse: cigarro. Para a deprê: álcool. Não é apologia, nem nada. Só efeitos da abstinência forçada pelas palavras, que fugiram. Saíram correndo por todas as brechas de mim e, ao que parece, levaram com elas algumas de minhas convicções. Não gostei. Sempre acreditei em muitas coisas das quais eu não abria mão e hoje me vejo nessa descrença. Culpa do cérebro que ainda não tem a função seletiva e armazena qualquer bobagem que escuta. Não posso deixar que a maldade, a falta de sensibilidade, a intolerância e, sobretudo, as convicções alheias, interfiram nas minhas próprias escolhas. Martha Medeiros uma vez escreveu: "A felicidade da gente depende basicamente de escolhas certas e uma boa dose de sorte". Sorte, vocês hão de concordar, até tenho alguma. Quanto às minhas escolhas, posso até continuar fazendo as erradas. Mas ainda assim, serão as minhas escolhas.

No momento eu escolhi que posso até continuar sendo uma pessoa do tipo que não sabe fazer declaração de imposto de renda. Mas declaração de amor eu quero aprender.