terça-feira, 3 de julho de 2007

Aquele com o taxista bêbado



Peguei um táxi outro dia. Normal. Eu sempre pego táxi. Mas foi a minha primeira experiência com um taxista bêbado (sim, bêbado, chapado, tonto, embreagado). Depois de abrir a porta do carro para mim e me empurrar lá prá dentro (tipo seqüestro) saiu em disparada pelas ruas de BH, avançando sinal (e ainda eram 22h30), cantando pneu, sem usar cinto de segurança e sem, ao menos, perguntar para onde eu iria. Por via das dúvidas, informei assim mesmo. Ele respondeu apenas com um sinistro "ok" e continuou louco caminho a fora, alheio às buzinas dos demais motoristas e aos meus apelos para ir mais devagar. Finalmente chegamos à porta de minha casa. Enquanto lhe entregava uma nota de R$ 50, para pagar a corrida (que tinha ficado em R$ 20) agradecia a Deus pelo milagre de estar viva. Foi aí que fui surpreendida com o seguinte diálogo:

Ele: Cinqüenta? Tenho troco não!
Eu: E...?
Ele: Pois é, se vira...
Eu: Se vira você. Eu tenho o dinheiro, você não tem troco. Quem tem um problema aqui é você, não eu.
Ele: É impossível eu ter troco a essa hora, você devia ter me avisado quando entrou no táxi.
Eu: Eu não tenho a obrigação de saber a que horas você começa a trabalhar. Já você tem a obrigação de tratar bem seus passageiros e não colocar a vida deles em risco, dirigindo bêbado.
Ele (alheio à minha agressão): Quer saber, nem sei se sua nota é verdadeira.
Eu: Presta a atenção, meu filho. Você não tem a menor responsabilidade e respeito pelo seu trabalho e ainda me faz uma acusação cretina dessas?
Ele (ainda alheio): Vai lá naquele bar trocar o dinheiro.
Eu: Não vou. Vai você.

Lá foi ele, e eu sentada no carro com uma cara de c* da porra. Longos DEZ minutos depois volta o safado com uma LATA DE CERVEJA na mão. Peguei meu troco e entrei em casa bufando. Sem, é claro, conseguir ter a atitude inteligente de anotar a placa do meliante.

p.s.: Sobre a famigerada monografia que eu deveria escrever em dez dias: consegui (e fiz em três dias)! Se prestou, só a nota dirá.
p.p.s.: Cortei meu cabelo hoje e estou um pouco assustada. Me lembra o corte de cabelo que eu usava aos cinco anos de idade. E eu tive cinco anos de idade nos anos 80!
p.p.p.s.: E lá se foi mais meio ano, hein?
p.p.p.p.s.: Sempre que eu fico nervosa chamo o ouvinte de "meu filho" ou "minha filha".