sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Aquele com fragmentos

[minuto de silêncio]


Onde estão as palavras?
Procuro, com olhar quase torto.
Não vieram hoje.
De certo estão presas, num saguão de aeroporto.


[discreta]


Já passou do limite
Essa tal de discrição
Aconteceu, e eu nem fiquei sabendo
E olha que foi aqui, no meu coração.


[...]



Nem tudo o que parece é.
Nem tudo o que é parece.
E assim vamos deixando de ser.
Até que uma hora desaparece.


[infância]


Não sei de nada.
Mas sinto o sangue correndo na veia.
Bons tempos aqueles em que eu achava
Que tubarão era macho de baleia.




Ao contrário do que a melancolia dos versinhos deixa transparecer, a quem interessar possa: eu estou muito bem. =D

Bom fim de semana, queridos.