quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Aquele da Barbie

Quando eu era criança, uma das minhas brincadeiras preferidas era Barbie - a única coisa que eu gostava mais que brincar de Barbie era brincar de fazer show. Show era bom. Bastava ligar o som e pronto. Mas Barbie exigia toda uma preparação. Eu tinha muitas coisas dela: o salão de beleza, a lanchonete, a banheira, o sofá-cama, a cozinha, a Ferrari. Então, eu passava hooooras montando a casinha da Barbie e os lugares que ela freqüentaria, com o Ken e a Vick. O que acontecia, normalmente, é que quando tudo estava, finalmente, pronto, eu já estava cansada demais para brincar. Então, eu recolhia todos os brinquedos e ia dormir. No outro dia, eu montava tudo outra vez, com a empolgação e paciência de alguém que está no alto dos seus seis anos.

Hoje, um pouco mais velha, um pouco mais impaciente e um pouco menos empolgada, eu acho que esse negócio de se preparar demais para alguma coisa enche o saco. Quero mais é pular para a parte da brincadeira logo. E eu levo essas brincadeiras muito a sério.