quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Aquele happy

Em tese, eu deveria estar no meu inferno astral. Em tese, eu também deveria ter tido TPM essa semana. Mas, contrariando os prognósticos astralógicos, hormonais e as próprias artimanhas da vida (que aprontou bonito comigo), eu estou muito bem. De verdade. Quem me conhece sabe do que eu estou falando. Nos últimos dez dias fui de um extremo a outro naquilo que eu chamaria de "escala de felicidade", e só assim eu me dei conta de que não há nada mais VIDA que isso. Eu estou viva e é por isso que tudo acontece. É gente que chega, é gente que sai. É gente que passa, é gente que fica. São dias de textos sensacionais, dias de textos catastróficos. Dias de estar amando o trabalho, dias de querer pedir demissão. São planos sendo traçados a cada segundo. É o cabelo que acorda simpático no dia que não tem nada para fazer. É o cabelo que acorda uma merda em dia de festa. Assim é a vida, e assim é para todo mundo. Se eu me achar uma coitada ou uma privilegiada por qualquer coisa, vou perder tempo me comparando aos outros e, quando der por mim, terei perdido as melhores cenas do meu próprio show. Estou feliz hoje. Pode ser que amanhã eu venha a fraquejar? Claro! Mas por que me preocupar com isso se eu tenho comigo gente que, ao meu menor sinal de queda, me oferece duzentas mãos para me ajudar? Por que me preocupar com isso se eu provei para eu mesma que eu sou forte, tenho coragem e, pela primeira vez em quase 24 anos, estou conseguindo colocar em prática coisas que eu aconselharia às minhas amigas? Tenho medo não. Vou assim, vivendo um dia de cada vez. Sem, é claro, deixar de me empolgar com o feriado de amanhã, o compromisso muy bueno de depois de amanhã, a comemoração do aniversário daqui a três semanas, as férias daqui um mês. Se for para perder o nexo (na vida e nos textos) que seja por felicidade.

p.s.: Melhor frase que eu poderia ter ouvido/lido enquanto escrevia esse post:
Jujú Preto: diz:
mas como cantava a graaaaande Rita Cadilac: É bom para o moral, é bom para o moral...é bom, bom.

Só não vou contextualizar porque aí é expor demais nossas loucuras.

p.p.s.: Mamãe ficou emocionadíssima com os recados do último post. "Ah, eu sou demais", ela dizia, naquele jeito minha-mãe-de-ser.