sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Sonho fanfarrão

Recentemente li o livro "Os Insones", no qual Tony Bellotto narra a trajetória do personagem Samora Machel que, ao seu modo, pretende mudar o mundo. Inspirado em guerrilheiros como o subcomandante Marcos e Che Guevera, Samora, jovem de classe média, decide se mudar para uma favela a fim de fazer uma revolução. Muito bom e eu já até o elegi como meu livro preferido do Tony.

Recentemente também, eu (e quase todos os brasileiros) vi o filme Tropa de Elite, que dispensa maiores apresentações.

Posto isso, venho contar o sonho que tive essa noite. Altamente inspirado por esses dois produtos culturais:

Eu era membro de um grupo formado por trinta jovens guerrilheiros. Do qual também faziam parte minhas amigas Sam e Beta. O objetivo da nossa guerrilha era entrar em combate com o BOPE, pois não concordávamos com a forma truculenta de agir da corporação. No entanto, nós também lançávamos mão de certa truculência, já que usávamos armas de fogo. Nosso treinamento era feito numa casa afastada e éramos treinados pelo Capitão Nascimento (pois é, no meu sonho ele era anti-BOPE). No dia em que íamos entrar em combate, no entanto, fui tomada por um pânico e comecei a chorar enquanto o Capitão Nascimento nos dava as instruções de ataque. Claro que ele não suportou isso. Me pegou pelo braço com uma mão, segurou meu pescoço com a outra, olho nos meus olhos e falou: "Não agüenta? Pede pra sair!". E eu pensei: "Eu podia dar um abraço nele, já que ele é o Wagner Moura e eu estou só sonhando". Mas continuei a chorar compulsivamente e ele decidiu me deixar de castigo até que eles voltassem do combate. Já que naquele momento não haveria tempo de me aplicar nenhuma punição. E lá foram eles. Enquanto eu ouvia os tiros vindos das ruas e conjecturava sobre o que ele ia fazer comigo (saco? cabo de vassoura?) minha super-heroína adentrou a casa e me salvou: "Vamos embora daqui Nanda!". Era minha mãe. Fugimos. Quando chegamos à minha casa havia um grupo de crianças usando o uniforme do colégio onde estudei a minha vida toda. Uma delas se aproximou, me presenteou com uma bolsa em forma de elefante e disse: "Estamos aqui para te homenagear, pois você foi contra a violência. E agora você é uma heroína nacional". Aí eu, racional até demais para quem está sonhando, perguntei: "Mas como vocês já estão sabendo da minha atitude de me desligar dos guerrilheiros?". "A mídia!", respondeu a menina. Nisso, olho para o lado e vejo uma pequena multidão de repórteres e fotógrafos querendo invadir minha casa para me entrevistar. Mas, minha mãe, muito sensata, interveio. "Ela não pode dar entrevistas. Isso só aumentaria a ira do Capitão Nascimento". Então, eu e mami começamos a fugir da imprensa. Corri, corri, corri e, de repente, eu estava na antiga agência do meu pai vendendo um carro. Aí eu mudei de sonho...huahuahuahuahuahua.