quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Lágrimas no escuro

Ainda bem que me fiz uma promessa (e tenho cumprido) de nunca - eu disse NUNCA - em hipótese alguma, colocar em prática qualquer idéia que eu tenha de madrugada. Invariavelmente são idéias imprestáveis. Já disse isso algumas vezes. Eu comparo meus sentimentos noturnos com o tic-tac de um relógio, que durante o dia passa imperceptível, mas, à noite, torna-se um estrondo. Da mesma forma, qualquer ausência faz um arrombo na alma. Quando chove, então, parece pior. As lágrimas tentam alcançar o ritmo da chuva enquanto o cérebro tenta articular o grande plano. Mas pensar cansa. Chorar dá sono. E eu durmo. O sol nasce, clareia as idéias. E mais uma vez eu agradeço por estar com o celular - propositalmente - sem créditos.