terça-feira, 11 de março de 2008

Porque Murphy tinha razão...

Personagem: Eu, claro.

Cena: Eu sentada na frente do computador.

Contexto: Eu, de TPM, com uma leve cólica e uma indisposição estomacal que acometeu todos os membros da minha família (de certo culpa de alguma porcaria que comemos no fim de semana). Eu, há dias atualizando meu Gmail esperando um bendito e-mail que nunca chega e só recebendo Spam. Eu, trabalhando e tentando estabelecer contato com um entrevistado que não me atende e me falará sobre um assunto que eu não domino. Em suma: eu, meio puta.

O acontecimento: Estou enlouquecida tentando ligar para o tal entrevistado e ele não me atende de jeito nenhum. Decido, então, dar uma trégua. Coloco a cabeça entre as mãos, olho desolada para o teclado do meu computador e me pergunto: "o quê mais falta para me acontecer?". Eis que meu telefone toca imediatamente, como uma resposta divina. Atendo na esperança de ser o entrevistado, me retornando. E, para o meu desespero, uma voz insuportável do outro lado da linha diz: "Senhora Fernanda Pinho, aqui é fulana da editora Abril, eu gostaria de estar apresentando para a senhora as nossas promoções...blá...blá...blá...". Enquanto tento despachar a moça (o que leva intermináveis cinco minutos - vocês sabem, elas são implacáveis), volto a me perguntar: "e, agora? O quê falta me acontecer?". Desligo o telefone e resolvo voltar ao que eu fazia antes - "melhor ocupar logo o telefone, antes que outra telemarketing me liga" - mas, o que eu não esperava era que o universo, tão danadinho, tivesse me respondido mais uma vez. A moça do telemarketing não desligou o telefone e simplesmente prendeu a minha linha por UMA HORA!

A lição do dia: Nunca, em hipótese alguma, se pergunte "o quê mais falta para me acontecer", porque senão, vai acontecer!