sábado, 3 de maio de 2008

Eu nunca falei sobre o caso Isabella aqui e nem pretendia. Afinal, o quê teria eu a acrescentar a esse verdadeiro circo de horrores que se tornou essa história? Porém, mais uma vez as crianças da minha vida me inspiram. Ouvi o assunto ser mencionado por dois dos meus primos, ambos de sete anos, e achei curiosa a forma diferente com que eles veêm as coisas.


Situação 1: Romano, o realista, conversando com seu pai


Pai: Mano, não quero você na rua. Tem muita gente má que pega criança para fazer mingau.
Mano: Fazer mingau, pai? Que coisa mais antiga. Hoje em dia as pessoas pegam crianças para vender os órgãos ou jogar do sexto andar.

Situação 2: Guilherme, o que ainda acredita na humanidade, conversando comigo

Gui: Na minha sala só tem uma menina bonita.
Eu: E como ela chama?
Gui: Esqueci. É o nome daquela menina que caiu do sexto andar.
Eu: Isabella?
Gui: É! Nossa, nem gosto de pensar nessa história.
Eu: Por que?
Gui: Porque é uma história muito exagerada e horrível.
Eu: Quem você acha que matou a Isabella?
Gui: Se isso for verdade, foi a (sic) Jaqueline Jatobá. Porque não existe pai matar filho, existe?
Eu: É...não sei.
Gui: Mas eu acho que é mentira, sabe. Acho que a Globo ou o canal dois (?) inventou isso, porque não tinham mais assunto. Agora só falam disso.
Eu: Mas por que você pensa que é mentira?
Gui: Porque isso é coisa de filme, não da vida...



Acho que eu deveria encerrar o post com alguma conclusão. Mas não sei bem com qual. É isso aí.