sexta-feira, 18 de julho de 2008

O fim é belo incerto, depende de como você vê...

Faz dias que eu tenho entrado aqui no meu blog e pensado: "preciso postar. Preciso escrever um post sobre final feliz". Estou com isso na cabeça. Mas cadê as palavras? Essas danadinhas. Eu as imagino de um jeito, elas se arranjam de outro. E não sai nada. Essa semana escrevi uma média de seis textos por dia (textos grandes, complexos e sobre assuntos que eu não domino). Estou estafada. Mas então vamos lá. Nada de coisa bonita. Apenas a idéia do que vem martelando minha cabeça há dias: eu sinto falta de finais felizes. Nem precisa ser na vida real. Na ficção, que seja. Mas não. Vai fazer um filme ou escrever um livro com final feliz pra você ver. Vai ser achincalhado pela crítica, chamado de água com açúcar, clichê e blábláblá. O legal, o cult são essas produções com um final bem blasè ou com todo mundo morto e/ou sozinho no final. Ah nem...Os finais felizes estão em falta e são uns injustiçados. Final triste é que é clichê. Final triste é o que acontece na vida real toda hora. Final triste é o que bomba desde as tragédias gregas e shakespearianas. Como se ser feliz fosse um pecado. Cansei, sabe. De hoje em diante só quero saber filmes e livros felizes. Para as coisas triste eu já leio jornal. E o mesmo vale para a minha vida real. Não ouse entrar nela para sair um mês depois me chamando de manipuladora, arrogante e fingida* quando, na verdade, você nem soube qual é meu último nome, minha pizza preferida, nem qual banda eu segui durante anos. Cansei da minha vida parecer um filme daqueles que a gente não entende nada. Quero viver numa comédia romântica. E não se fala mais nisso.

Era para ter sido mais elaborado. Mas era isso que eu queria dizer.

* Sim, aconteceu. Amigos, defendei-me.