sábado, 20 de setembro de 2008

Pós-sampa

Cheguei de São Paulo.

O tempo é relativo. Essa é minha máxima preferida. Sempre que viajo a trabalho, tenho a sensação de ter ficado fora meses quando, quase sempre, é uma semana. Tudo contribui para essa sensação: a saudade de casa, os dias intensos, as noites mal dormidas. E as coisas que teimam em acontecer quando não estou por perto. Estava praticamente numa bolha, alheia às notícias do mundão e do mundinho. Quando dei por mim, a bolsa de valores estava em colpaso, a região metropolitana de BH ficou arrasada depois de uma chuva de granizo sem precedentes (vi fotos no jornal do Mineirão todo branco, parecendo neve. Não acreditei que era minha cidade), o presidente do meu time renunciou (enfim!), o peixe de estimação da minha irmã morreu, chegou em minha casa um pacote cheio de mimos e guloseimas japonesas que a Taka mandou pra mim (essas minhas amigas ainda me matam do coração), chegou também o primeiro lote para vendas do meu livro, pessoas desaparecidas ressurgiram na minha caixa de e-mail, depois de quatro meses, meu pai recebeu o seguro do carro que ele bateu em maio. E foram só seis dias.

Assim funciona. Quando a gente se distancia as coisas parecem acontecer. Numa ordem natural. Sem a interferência da nossa obssessão em querer fazê-las do nosso jeito. E aqui eu já não estou falando mais de viagens e notícias do mundão e do mundinho. Estou falando daquelas coisas. Sabe aquelas?

E quanto à viagem, deu tudo certo. Dentro da minha concepção de "dar tudo certo numa viagem de trabalho": não fiz nenhuma cagada e o avião não caiu.
Muito embora eu tenha deixado de assistir ao show de Roberto Carlos e Caetano Veloso (numa platéia cheia de chiques e famosos), porque eu estava com FRIO!!!!!!!!!

Fiquem à vontade para me recriminar.