terça-feira, 18 de novembro de 2008

Passados dez anos da minha festa de 15, e finalmente livre da insistência dos meus pais em mostrar meu álbum de fotos da festa (e, o que é pior, um book, que é o cúmulo do ó do borogodó) agora tenho que passar pelo constragimento de vê-los mostrando meu livro. Ok. É menos grave e, na pior das hipóteses, posso até sair lucrando. Mas não sei o que acontece. Sempre que meu pai diz "nêga, pega seu livro", só consigo desejar que um avião se choque contra o nosso prédio, que o amigo tenha um mal estar súbito, que sejamos supreendidos por um assaltante, que eu seja abduzida. Qualquer coisa que me impeça de mostrar o bichinho. Mas não. Nem o telefone toca. E lá vou eu. Com um sorrisinho da cor da capa do livro.


Às vezes, é preciso que tudo dê errado, para que alguma coisa dê certo. Sei lá. Parece verso de música de bandinha emo. Mas faz sentido.



Tenho um novo projeto.



Experiência: te deixa mais forte ou com medo da próxima vez?



Há um mês martelando na cabeça:

"Eduardo e Mônica era nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês

Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
De Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô

Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema escola, cinema
clube, televisão"


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