sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Se é loucura, então melhor não ter razão

Desenvolvi um estilo meio "O Alienista" de viver e cheguei à conclusão de que tudo se torna muito mais fácil quando você parte do pressuposto de que as pessoas são loucas (no sentido patológico mesmo).

Sim, porque não há como remoer rancores e mágoas, tirar satisfações ou querer argumentar com pessoas loucas. Afinal de contas, elas são loucas e não têm a menor noção do que estão fazendo.

Como aquele cara que me chamou de gostosa e depois me deu um tapa, no meio da rua. Louco! Eu não joguei pedras nele, nem chamei meu pai, nem a polícia. Simplesmente porque desde o princípio aceitei o fato de que uma pessoa em pleno domínio de suas faculdades mentais não chamaria uma desconhecida de gostosa, para logo em seguida lhe dar um tabefe. Apenas o fitei aturdida (nossa, sempre quis usar o verbo "fitar" seguido do adjetivo "aturdida". Acho tão literário. Todos os personagens de livros fitam aturdidos, já repararam?) e o mandei tomar no c*.

Mas agora, no meu novo estilo de vida, nem gastar meus impropérios eu gasto. Se alguém me diz algum absurdo ou algo que deixaria a antiga Fernanda profundamente magoada, apenas respiro fundo e penso "que dó, gente, é doidinho". Não gasto minhas energias e passo pra frente.

E aí você pode chegar à óbvia conclusão de que o alienista's way of life é, na verdade, um alienada's way of life. Que seja. Vai saber o que normal, no fim das contas...