segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Eu, eu mesma e Fernanda





Meus vizinhos me acham mal humorada e meus amigos morrem de rir de mim. Segunda-feira de manhã eu saio de salto e me encontro com pessoas com as quais devo conversar pausadamente, formalmente. Final de semana eu danço com os amigos. Pode ser funk, pode ser Tchuco. Pode ser o que tiver. Leio um livro atrás do outro e assisto Big Brother. Sou míope e uso óculos de armação grossa e, nem por isso, me visto como a Ugly Betty. Gosto mesmo é de minissaia. Sou romântica dessas que, sem mais nem menos, entram numa bolha e começam a sonhar acordadas. Mas não passo vontade nem deixo de satisfazer os meus instintos. Sou apaixonada por rock'n'roll e quase todos os dias me pego cantarolando uma música diferente de Victor Léo. Entre meus escritores favoritos está o Eça de Queiroz. E Também o Sidney Sheldon. Todos os dias eu entro na Globo.com para ler os colunistas de política e as fofocas de celebridade. Minha alimentação é junk food total e não passo um dia sem fazer caminhada ou correr. Sou mulher, feminina mas detesto shopping e salão de beleza. Quando não devo estar de salto, saio de All Star. Ou rasteirinha. Escrever é o hobby que me liberta. Tomar uma cervejinha com os amigos é o hobby que me satisfaz. Não me sinto traidora de nenhum movimento [/dadodolabella]. Sinto, antes de tudo, uma satisfação por ser aberta a possbilidades. Tem quem se desaponte. Tem quem se surpreenda. E tem eu. Que sou feliz assim. O que me diverte não me emburrece. Conhecimento não ocupa espaço. Nem diversão. O Eça e o Creu convivem bem dentro do mesmo coraçãozinho. E assim eu vou levando a vida. Lendo e escrevendo. Até o chão, até o chão, chão, chão.


UPDATE: Coincidentemente, ontem, após ter escrito este post, vi uma entrevista com o Júnior-da-Sandy, na qual ele comentava essa suposta mudança de estilo em sua carreira. Dizia Júnior que ninguém conhece todos as facetas de uma pessoa, que só nós mesmos somos capazes de saber de tudo aquilo o que gostamos e somos. Bom, tirando o fato de eu ser uma pessoa tão aberta a ponto de partilhar filosofias de vida com o mestre Júnior Lima, me surpreendeu ele dizer que já curtia rock, mesmo na época do "trampo com a Sandy". Trampo com a Sandy? Como assim o cara reduz uma carreira de 200 anos, sempre tratada com tanta pompa e frescura a um "trampo com a Sandy". Como se fosse, sei lá, um bico, um freela. Já não se fazem mais Júniors como antigamente...