domingo, 15 de março de 2009

Comemorar é viver

Se tem uma coisa que nós homo sapiens aprendemos a fazer bem em nossa passagem pela Terra, desde que mundo é mundo, é celebrar. Não importa o lugar, a época, o contexto histórico. Onde houvesse motivo - ou não - lá estava o homem a celebrar. Essa é uma das poucas coisas que ainda me orgulha na humanidade, sobretudo em nós, brasileiros.

Eu adoro celebrar. O faço sempre que posso, que quero. Hoje eu posso, quero e preciso celebrar. Triplamente. Ontem foi dia 14 de março e os 14 de março já não são mais dias quaisquer desde que, em 1985, nessa data, veio ao mundo Maria Samara. Ela recém-nascida lá em Fortaleza. Eu, com dois anos, aqui em Belo Horizonte. Impossível imaginar, naquela época, o belo horizonte que nos seria aberto, cheio de possibilidades. Entre elas, a de muitas amizades, que se frutificariam independente de distância, de idade, de estilo de vida. Nossa amizade, uma fortaleza.

Não por um acaso, ao redigir o texto que daria origem ao meu 1º livro "E se eu for uma frigideira", elegi o dia 14 de março como a data em que as amigas do livro celebrariam a amizade existente entre elas. Uma singela homenagem à Sam. Minha amiga que lia pacientemente cada capítulo daquela história que ainda não tinha pretensão de ser livro.

E se palavras são fontes criadoras - como diria dona Luzanira, mãe da Sam - quis o destino que 14 de março se tornasse o dia de outra amiga também. Nesse dia, Vanessa subiu ao altar, para se casar com Eduardo. Quando seu convite chegou em minhas mãos, ornado com uma pedrinha de strass, a sensação era a de que o tempo não havia passado. Quando adolescente, chamávamos Vanessa de "Porta-jóias", um apelido carinhoso, em referência ao fato de ela andar sempre, devidamente, enfeitada. Linda e fofa como só ela. Tudo bem que o convite era para o casamento dela com o Eduardo e não dela com o Keanu Reeves ou o Carlos Casagrande, como sonhamos em dias de meninas. Mas ainda assim era a mesma Vanessa. A nossa Vanessa. Que há quase 15 anos se fez amiga e não se desfez mais.

Amiga como Jujú, a Volúpia, a de São Paulo. A única Jujú. A que também deixou a vida de solteira, na semana passada quando, perante a lei dos homens, confirmou seu amor pelo Cláudio, casando-se com ele. Uma história de amor das mais lindas que já vi, das mais intensas e das mais merecidas também. Porque tudo na vida de Jujú é assim. Lindo, intenso. Nossa amizade é assim. Somos dessas pessoas que por algum motivo sobrenatural vieram a este mundo, a esta vida, conectadas. Eu gostaria de, neste momento, estar lá com ela. Não estou, fisicamente. Porque meu coração já pegou a Fernão Dias faz tempo.

Sam, Vanessa e Jujú: parabéns pelas realizações. E pela amizade de cada uma, meu obrigada ad eternum.

Amo vocês.