sábado, 8 de agosto de 2009

Fanatismos alternativos

Esqueçam as bandas de rock, os astros de hollywood, as religiões e os times de futebol. O verdadeiro amor reside nos pequenos detalhes da vida.

Chapinha: é vício! Eu não faço chapinha todos os dias. Mas quase todos. E não me interessa se TODAS as pessoas que me conhecem dizem não ver muita diferença entre meu cabelo chapado e meu cabelo normal. Eu gosto de passar a chapa. É mais que uma questão de estética. É uma sensação de poder. Quando passo chapinha, me sinto capaz de dominar o mundo (esse post me pegou num dia exagerado, reconheço). O vício é tão grande que, quando fui acampar, levei minha chapinha. Ato falho. Eu sabia que não haveria como usá-la. Mas ela estava lá. Ocupando o lugar na minha mala de uma lanterna ou de um repelente. Não importa. Afinal, lanternas e repelentes não estão na minha lista de fanatismos alternativos.


Girafa:
seria mais fácil ter como animal preferido cachorro, gato ou peixe beta. Mas gosto mesmo é de girafa. Antes que você, que me conhece, se adiante, eu mesma digo: sim, há algo de identificação anatômica nisso. Acontece que quando eu era criança, fiquei muito abalada após uma excursão ao Jardim Zoológico, na qual todas as crianças, ao passarem diante da jaula da girafa, começaram a gritar: "Olha a mãe da Fernanda". Eu não gostei da brincadeira, até que minha mãe me fez comparar todos os animais do zoológico e eu concluí por conta própria que era melhor ser filha da girafa que, sei lá, do jacaré de papo amarelo. Me apeguei, então, às girafas e diante da impossibilidade de ter uma verdadeira em casa, tenho objetos girafísticos. Elas são lindas. Até sei falar girafa em japonês. Aprendam comigo: Kirin! Ah, na coluna aí do ladinho do meu blog, lá embaixo, tem o link do ótimo site I Love Giraffes, feito por um girafamaníaco.

Bota: eu adoraria morar numa cidade litorânea onde é verão o ano inteiro. Amo praia, amo andar de chinelo e rasteirinha. O caso é que eu amo bota também. E ao ouvir da minha amiga Samara, que vive em Fortaleza, que ela quase nunca tinha a oportunidade de usar botas, passei a repensar minha vontade de viver no litoral. Gosto tanto que, mesmo não sendo nada materialista, me apeguei a uma das minhas botinhas como se fosse, sei lá, uma filha (não consegui uma metáfora menos exagerada). Pena que num dia de excesso etílico fiquei dançando com ela na lama e na chuva e ela ficou inutilizável. Sem problemas. Rodei meio mundo procurando outra igual e achei (coisa que a gente nem pode fazer com filhos). Uso sem critérios. Dane-se o clima, o local, a situação e a roupa que eu esteja usando. Já até fiquei barrada no detector de metais de um aeroporto por conta de uma botinha. Mas nem ligo. Inconvenientes a parte, amo!

Coxinha: não há nenhuma comida, de nenhum restaurante, de nenhuma culinária, de nenhuma cultura que ative minhas papilas gustativas com mais intensidade que uma boa coxinha. Ouso a dizer que gosto mais de coxinha que de pratos que nunca experimentei. De catupiry, então, nem se fale. É a única coisa que eu enquadro na categoria: sublime! Como eu gosto mais da massa, sempre como deixando a pontinha pro final. Hummmm. Aliás, um dos meus sonhos (ao lado de ficar rica, viajar o mundo, escrever muitos livros e ter um marido lindo e gostoso) é comer uma coxinha feita só de massa e catupiry. Sem recheio. Talvez eu deva fazer uma lista também sobre sonhos alternativos. Enfim, só pão de queijo é páreo para coxinha. Mas pão de queijo não está nessa lista. Pois é um fanatismo celebrado. Ao menos por nós, mineiros.

Paçoca: está para o mundo dos doces assim como coxinha está para o mundo dos salgados. Às vezes, as pessoas me perguntam como consegui ficar um ano sem comer chocolate: elementar meu caro, amendoim, comendo paçoca!!!! De rolha ou de quadradinho. Sendo que a Paçoquita é a top no formato rolha. E a Amor é a top no formato quadradinho.

Crtl + L e Crtl + F: Dizem que computador existe para resolver problemas que não existiriam se existisse computador. Concordo. Para mim, Crtl + L (para Word) e Crtl + F (para Internet) é a mais útil de todas essas soluções (para quem não sabe, é o atalho da ferramenta que busca uma determinada palavra num texto ou numa página). Se é que alguém não sabe. Porque, na minha cabeça, não é possível viver sem essas ferramentas. Sou tão, mas tão viciada em usar esses atalhos que, várias vezes, num momento de deslize do meu cérebro informaticamente condicionado, me pego pensando "Ctrl + L meia amarela" ou "Crtl + F talão de cheque", quando estou procurando alguma coisa no caos que é meu guardarroupas (odeio as novas regras ortográficas, mas sobre pânicos alternativos falaremos em outra ocasião).

Cotonete: Sinto muito escova de dentes. Sinto muito sabonete. Sinto muito fio dental. Meu item de higiene mais amado são as hastes flexíveis de algodão, vulgo cotonete. Limpar o ouvido para mim é uma atividade quase orgásmica (existe essa palavra?). Digo quase porque como limpo muito, não há como acumular sujeira. E algo me diz que o prazer que eu sentiria ao tirar um mega tolosco de cera do meu ouvido seria imensurável. Mas não consigo deixar acumular. O vício pelo uso do cotonete fala mais alto (quer dizer, não é que fala mais alto. É que meu ouvido costuma estar tão limpo que ouço superbem).