sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Nada

 Eu já escrevi dois textos para postar aqui hoje e acabei desistindo dos dois. Um ficou idiota demais e o outro ficou íntimo demais. Estou um pouco sem limites. E estou um pouco mau humorada. Deve ser o cansaço pela semana puxada, a perspectiva de uma próxima semana mais puxada ainda, os milhares de textos que estão na fila para serem redigidos, o inferno astral, a preguiça de ir num casamento hoje à noite, sei lá. Só não culpo o calor porque, ao contrário da maioria esmagadora das pessoas, sou completamente apaixonada por dias sem nenhuma nuvem no céu.

Assumo. Estou escrevendo para adiar o momento em que começaria a escrever minhas matérias (outro tipo de pessoa adiaria o momento de começar a escrever fazendo outra coisa que não fosse escrever. Mas eu não sou do outro tipo de pessoa). Por falar em escrever, estava fazendo a cobertura de um congresso ontem e quarta. Pois bem. Ontem, disribuíram uma das revistas que eu faço para os congressistas. Quando me dei conta, havia umas duzentas pessoas ao me redor lendo coisas que eu escrevi. Me senti tão mal. Parecia que estavam apontando bazucas na minha cabeça. Pior é que a moça que estava sentada ao meu lado leu praticamente a revista toda durante as palestras. Terrorista! Não gosto que as pessoas leiam o que eu escrevi na minha frente. Ok, ninguém do congresso sabia que eu era eu (e até parece que as pessoas do outro tipo de pessoa se preocupam em saber quem escreveu o que elas estão lendo). Por via das dúvidas, enfiei minha credencial com meu nome escrito para dentro da blusa.

Mas meu grande constragimento de ontem nem foi esse. Foi a vergonha alheia monstro que senti quando deixaram o público fazer perguntas para o Pedro Bial, palestrante que encerrou o evento. Seres humanos não tem noção. Gente, abrir perguntas para o público devia ser proibido por lei!

Ai, pronto. Cansei. Vou trabalhar. Ou fazer minhas unhas. Ou dormir um pouco. O chato de trabalhar em casa são as milhões de possibilidades. E eu nem sou indecisa e volúvel. Quer dizer, sou sim. Ah, não sou não...sou sim...