domingo, 31 de janeiro de 2010

Filmes que vi em janeiro: dicas e não-dicas

A Proposta: Horrível! E olha que eu até gosto de comédia romântica mas, ultimamente, tenho achado esse tipo de filme mais inverossímel que ficção científica. Sério! Acho mais provável que exista um mundo paralelo com seres azuis* do que acontecer a cena clichê clássica da mulher ir embora e o cara ir atrás dela no aeroporto (sim, acontece isso nesse filme). Sem falar que eu acho que a Sandra Bullock já passou do ponto de protagonizar essas historinhas.

Delírios de Consumo de Becky Bloom: Dá para se divertir. Bom para ver naquelas dias em que não estamos a fim de pensar muito. A trilha sonora é legal, o par romântico Hugh Dancy é lindo e você ainda fica animada achando que é fácil pagar todas as dívidas do mundo. Minha amiga que leu o livro não gostou muito do filme, o que eu acho bem normal. O velho problema dos filmes não conseguirem condensar tudo o que tem num livro.

Jean Charles: O que eu tenho a dizer sobre esse filme é que o Selton Mello é ótimo. Eu que sou mineira parecia estar o tempo todo ouvindo um vizinho meu falar, tamanha a perfeição do sotaque do Selton (que também é mineiro, assim como eu e o Jean Charles). Achei interessante que o filme não santifica o cara só porque ele morreu. É um retrato fiel da vida cheia de trambiques de um brasileiro morando na Europa. Tão fiel que alguns personagens não são atores e, sim, as próprias pessoas da vida de Jean Charles. Como a sua prima Patrícia que é "interpretada" pela própria Patrícia.

Apenas Uma Vez: Furou uma fila imensa e já entrou para o meu Top 5 de filmes preferidos. Muito lindo, muito sensível, muito emocionante. A trilha sonora é perfeita e foi composta pelos atores protagonistas Glen Hansard e Markéta Inglová, que até ganharam o Oscar pela canção Falling Slowly (ouça aqui). O título do filme responde a uma questão: com que frequência você encontra a pessoa certa? E eu não acho que tenha sido coincidência o fato de eu tê-lo assistido no dia 02 de janeiro deste ano. Mas sobre isso eu discorro em outro momento. Assistam!

Encontro de Casais: Esse filme é um ótimo exemplo do quão talentosos são os profissionais que produzem os trailers. Eles são tão bons quanto são ruins aquelas responsáveis por traduzir os títulos dos filmes para o português. Lembro de ter rido litros vendo o trailer de Encontro de Casais e, ao ver o filme, não consegui nem me lembrar do que eu tinha achado graça antes. Bobo, previsível e com piadas idiotas. A única coisa boa são os cenários paradisíacos. E só.

Sherlock Holmes: Assumo! A motivação que me levou ao cinema foi o lindomaravilhosogostoso Jude Law (Watson). Mas saí do cinema completamente apaixonada pelo Sherlock Holmes do ator Robert Downey Jr. Excêntrico, louco, engraçado, irônico, paranóico. Ele é assim e prende a nossa atenção o tempo todo. Além disso, é sempre bom apreciar uma superprodução como essa. Perfeita a reprodução da Europa do fim do século XIX. E, claro, como uma boa história detetivesca, Sherlock Holmes é um filme que dá vontade de ver de novo, só para reparar em certos detalhes que deixamos escapar na primeira vez.

O Grito 1 e 2: Eu nunca teria assistido a nenhum dos dois por livre e espontânea vontade. Mas quem sou eu para contestar a vontade de uma família inteira? Não gosto do gênero. O que posso dizer é que o segundo é melhor que o primeiro. A história é mais incrementada e os sustos são mais bem bolados (essa é a ideia desse tipo de filme: dar susto, né?). Não foram, porém, filmes que mexeram comigo, a ponto de me deixarem pensativa e com medo. Porque, sim, eu costumo ter medo, por isso evito esse gênero. Mas pode ser que isso seja pelo fato de eu ter visto ao lado de muitas pessoas da minha família. A exibição na tela de cinema da casa da minha avó (sim, a família organiza um cinema MESMO para reunir todo mundo) é sempre uma festa, uma falação, impossível ficar assustada.

Veronika Decide Morrer: O caminho fácil seria dizer que é um filme medíocre, baseado num livro medíocre, de um escritor medíocre. Mas, para falar a verdade, nem tenho tanto embasamento para ratificar o que diz o senso comum sobre Paulo Coelho. Até hoje, só li um livro e meio dele. O meio foi Frida, achei chato e larguei pra lá. O que eu li inteiro foi justamente Veronika Decide Morrer. Faz tempo e a única coisa que eu me lembrava era de ter ficado chocada com o final - que eu não me lembrava qual era. Claro que, nos primeiros vinte minutos de filme, me lembrei daquilo que havia me deixado tão chocada e, por consequência, o filme não foi nada surpreendente. Acho, no entanto, uma visão interessante sobre a vida. A história é boa. Sério.

Acima de Qualquer Suspeita: Sabe aquele tipo de filme de assassinato que passa sábado à noite na Globo? Então. Desse naipe. E eu gosto. Sem falar que é um filme que mostra a saga de um jornalista em busca do furo perfeito e eu adoro isso também. Ótimo suspense e com desfecho surpreendente.



* Ainda não vi Avatar e não estou nem um pouco a fim de assistir. Odeio a cor azul.
** Sim, eu sei que eu não consegui alinhar as fotos com os textos.