quarta-feira, 28 de abril de 2010

Alice

"Alice no País das Maravilhas" é como um quadro em movimento, o que já é de se esperar em se tratando de Tim Burton. A leve adaptação em relação à história original - aqui Alice está de volta ao País das Maravilhas, já adulta - foi uma boa sacada do diretor e não faz perder em nada o encantamento do conto de Lewis Carroll. Mágico, sensível, visualmente impecável e aguardado, muito aguardado. Justamente por isso, massacrado, muito massacrado. Já falei por aqui um milhão de vezes que acho de uma bobeira sem tamanho a obrigação de falar mal do que se torna muito popular. Não se pode gostar daquilo que todo mundo gosta, caso contrário como fica sua fama de cult? E se você for crítico de cinema então, danou-se. Falar bem de um filme que vai bombar nas bilheterias? Melhor, não, hein! Fale mal para legitimar a necessidade de sua profissão. Eu, como não vivo disso e nunca tive fama de cult, digo e repito: amei, amei e amei. Só acho que o filme poderia até se chamar "O Chapeleiro Maluco no País das Maravilhas", já que há um grande enfoque no personagem de Johnny Depp que, inclusive, figura em muitos cartazes de divulgação. Crítica? Claro que não. Johnny Depp pra mim nunca é demais (já falei disso aqui.)