domingo, 9 de maio de 2010

Tem dias que a noite é foda

Sábado, por volta das 14 horas: Ligo para minha amiga C. e pergunto que horas ela, a A., a L. e o F. chegarão aqui em casa. Ela me diz que por volta de 21 horas, pois antes eles precisam passar por um aniversário de criança.

Sábado, por volta das 19 horas: C. me liga e diz que já está chegando em minha casa pois, no caminho, descobriram que o aniversário de criança é no próximo sábado. Data errada.

Sábado, por volta das 22 horas: Depois de nos arrumarmos, falado da vida alheia e trocado figurinhas do álbum da Copa, saímos rumo ao Revista Viva, onde haveria a comemoração do aniversário de uma amiga.

Sábado, por volta das 23 horas: Alheia à sinalização e afoita por uma vaga, C. desce embalada na contra-mão, ganha uns xingos de um taxista mas, dane-se, o importante é que conseguimos estacionar. Nos dirigimos, enfim, para a imensa fila para entrar no local.

Sábado, por volta das 23h30: Outros amigos se juntam a nós na fila e, ao que tudo indica, essa tal Revista Viva é daqueles lugares que forçam a formação de fila na sua entrada, só para parecer que tem movimento. Pensamos em desistir, mas existia toda uma consideração pela aniversariante e blábláblá.

Domingo, por volta da 00 hora: Perto de finalmente entrarmos na maldita Revista Viva, somos comunicados de que a casa está lotada. Informamos, então, que estamos lá por causa de um aniversário e que nosso nome consta numa tal lista. O segurança pede para aguardarmos e diz que vai nos colocar pra dentro.

Domingo, por volta da 00h30: Enfim, podemos entrar! Pedimos ao F., que estava guardando nossos documentos, que nos dê nossas carteiras de identidade e...tcharam! O meu RG e o da A. desapareceram. F. volta ao carro, procura pela rua e nada. Resultado: depois de arrumar treta com o segurança para entrar, enfiamos os respectivos rabinhos entre as pernas e saímos da fila.

Domingo, por volta da 00h40 hora: F. vai para a casa de sua mãe e eu, C., A. e L. voltamos para minha casa com uma esperança de que os documentos tivessem ficado esquecidos aqui.

Domingo, por volta de 01 hora: Chegamos em minha casa, procuramos pelos documentos e nada. Com medo de que eles tenham sido encontrados por pessoas mal intencionadas, nos dirgimos à delegacia mais próxima para fazer um boletim de ocorrência.

Domingo, por volta de 01h15: Somos recebidas por um moço até educado, na Polícia Civil, e ele nos informa que o boletim só pode ser feito durante o dia.

Domingo, por volta de 01h30 hora: Certas de que nada mais daria certo naquela madrugada, decidmos fazer o que qualquer um faria: encher a cara. De comida! Paramos diante do drive-thru do Habib's mas, aparentemente, estamos invisíveis. Sem forças para reclamar, decidimos entrar e tentar ser atendidas nas mesas.

Domingo, por volta de 01h45 hora: Chamamos o garçom e cada uma faz seu pedido: double cheddar, beirute, pastel de belém etc e tal. Com um risinho sarcástico o garçom nos informa que, àquela hora, só tem batata frita, kibe e esfiha. Tudo bem, então que venham batatas, esfihas e kibes. Não estávamos em condições de escolher muito.

Domingo, por volta das 02 horas: O garçom reaparece e, com a cara mais lavada do mundo, diz que já pediu as batatas e os kibes, mas que as esfihas não iriam chegar "por enquanto", porque ainda teria que FAZER A MASSA. Nos levantamos e fomos embora.

Domingo, por volta das 02h15: Depois de não conseguirmos entrar na festa, não conseguirmos fazer o boletim de ocorrência e não conseguirmos comer no Habibs, decidimos dar nosso tiro de misericórdia no trailer do Boquinha Lanches. Voltamos para casa, cada uma com dois cachorros quentes e uma garrafinha de Mate Couro. Era tudo o que a gente podia fazer: comer muito e rir mais ainda.

Domingo, por volta das 11 horas: Volto sozinha à mesma delegacia da madrugada para tentar fazer o meu B.O, consigo, enfim. Mas o delegado me diz que meu perfume atacou sua enxaqueca.

Fim.

p.s.: Nunca achei o atendimento do Habib's grandes coisas. Acredito que a empresa não deve motivar em nada seus colaboradores porque eles trabalham muito mal. Só insisto nisso porque realmente adoro a comida.
p.p.s.: Mesmo não tendo entrado, não recomendo esse Revista Viva para ninguém. Acho uma palhaçada deixarem as pessoas esperando na fila por mais de uma hora (na boa, nem pra ver U2 no Morumbi eu esperei tudo isso). Mas é muito oportuno para eles, afinal, mulheres, antes da meia noite pagam R$ 12 para entrar e depois da meia noite pagam R$ 40!!!! Sem falar que lá tem essa prática ridícula de mulheres entrarem na frente e depois liberarem os homens. Tá pensando que é o quê? Acasalamento? Então, pessoas de BH, evitem esse lugar localizado à Rua Congonhas, 555. Para o bem de vocês!!!!!