quarta-feira, 23 de junho de 2010

Hoje eu demorei minutos intermináveis e torturantes para conseguir abrir os olhos e outros tantos me arrastando até o banheiro. Culpa de uma preguiça chata. E me olhei no espelho e vi que o machucado chato continuava a decorar meu rosto. Sentei no meu computador que continua a fazer uma barulho chato, mas não consegui acessar meu e-mail de trabalho, que estava fora do ar. Pensei pela milionésima vez em mudar para um provedor menos chato. Evitei entrar no MSN ou no Gtalk, para não ser incomodada por nenhum chato. Não adiantou muito. Os chatos têm superpoderes. Fui para academia extravasar toda essa chatice, mas achei tudo muito chato. Parece que não passaram graxa nos aparelhos, estavam agarrado, chatos. A música estava chata. Os fortões exibicionistas estavam chatos. As barangas que se acham maravilhosas estavam ainda mais chatas. Vim embora, embora chatos também estivessem os assuntos do meu pai. E da minha mãe. Editei textos chatos. Respondi e-mails chatos. Li sobre essa rixa chata entre a Globo e o Dunga. E continuo achando toda e qualquer coisa que aparece na minha frente chata. Pelo menos hoje. Que eu estou muito chata. E se o mundo todo pode ser essa chatice toda, eu também tenho meu direito.



Me deixem ser chata em paz. Só hoje.