quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Pedalemos...

Confesso que morro de preguiça de congressos, palestras e afins, sobretudo quando não tem a ver com a minha área de trabalho. Acontece que a minha área de trabalho está em todas as áreas de trabalho e lá fui eu cobrir um congresso de design para uma das revistas. Fui me arrastando, é verdade. Morrendo de preguiça só de pensar que eu deveria passar três dias por conta disso e ainda tendo que escrever uma matéria para cada uma das dez palestras. Mas como me enganei. O que era para ter sido um suplício foram três dias muito bons mesmo. As palestras foram maravilhosas. Desde as mais emocionais, como a do escritor  Roberto Shinyashiki às mais informativas, como a dos irmãos Campana (os designers brasileiros mais famosos no mundo). Além disso, conheci muita gente interessante - não tem jeito, eu tento fazer network e acabo fazendo amizade - e revi algumas pessoas que são muito importantes para o meu jornalismo.

Mas um fato que me marcou muito foi a palestra da jornalista Leila Ferreira, que leva o mesmo nome do livro que ela acaba de lançar: "A Arte de Ser Leve". Entre os tantos ótimos casos que ela narrou, houve um sobre uma dona de um salão de beleza. Leila conta que a mulher, apesar de viver naquele ambiente extremamente agitado (imagine só, um salão de beleza com 500 mulheres falando, 200 secadores ligados) é a pessoa mais traquila e leve do mundo. Ao ser indagada pela jornalista sobre como conseguia manter esse leveza, ela respondeu: "Tem gente que vem ao mundo dirigindo um caminhão. Eu estou aqui andando de bicicleta". Super me identifiquei com a analogia. Mas, claro, eu sou do tipo que está dirigindo um caminhão e carregando um milhão de entulhos na carroceria. Aliás, caminhão é pouco, sou uma maquinista puxando um trem com 300 vagões. Não resisti e fui atrás da Leila contar meu drama. E ela me recomenda aprender a andar de bicicleta...