quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Os presentes

Comecei a escrever esse post no início dessa semana e, por falta de tempo, só agora estou conseguindo concluir. Acontece que justamente no dia em que comecei a escrevê-lo, naquele mesmo instante, recebi uma mensagem no Facebook da minha amiga Jujú, me comunicando que estava me enviando um presente pelo Correio. Meu aniversário já passou (e, diga-se de passagem, entre tantas coisas lindas que ganhei, veio um presente lindo da própria Jujú), não estou me formando, me casando nem nada disso. Ela apenas quis me dar o presente porque achou a minha cara. Enorme coincidência pois o texto que eu escrevia era exatamente sobre como eu adoro ganhar presentes e sobre como eu ganho presentes! Dispenso demagogia para falar desse assunto: eu realmente conheço poucas pessoas que ganham tantos presentes quanto eu. Sorte? Não sei! O fato é que desde o meu primeiro aniversário - quando meu berço ficou literalmente transbordando de presentes - tenho ganhado muitas coisas. Mesmo depois de adulta, continuei a ganhar muita coisa no meu aniversário (brinquedos, inclusive) e não apenas na data. Não é raro algum amigo ou parente me presentear assim, do nada. E em amigo oculto? Sorte master. Nunca entrei numa furada. Sempre sou sorteada por pessoas que eu amo e fazem questão de me presentear. Acabei de participar de um com meus amigos titânicos e, sorteada pela querida Bru, ganhei dois livros, um DVD, uma caixa abarrotada de chocolates e palavras lindas nos cartões. Até a pessoa que eu tirei - sim, também tenho sorte na hora de sortear o meu amigo oculto - me presenteou. Foi a doce Faby que fez um lindo post em seu blog sobre isso. Sim, também considero palavras como presentes. E considero todos os presentes do mundo com o mesmo valor. Desde a viagem ao show do U2 que certa vez ganhei de presente da minha amiga Beta (tô falando...) até a girafinha de plástico que o Dudu, meu primo de 5 anos, achou na rua e guardou pra mim. Todos causam em mim o mesmo sentimento de alegria e gratidão, não pelo presente em si, mas por ter em minha vida aquela pessoa que o está me oferecendo. E talvez seja por isso que eu atraia tantos presentes. Acredito muito no poder das nossas energias e eu vibro muito - e sinceramente - com tudo que ganho. Não economizo nas minhas reações. Não me canso de agradecer. Não me canso de tentar demonstrar àquela pessoa um pouco da alegria que ela me passou (e acho que não consigo). Gosto de tudo o que ganho, uso tudo o que ganho, nunca repassei presentes e jamais o faria. Sabe por quê? Eu não consigo avaliar uma roupa que ganho, por exemplo, como se fosse uma roupa que está na loja para eu escolher. Da roupa que eu ganho, eu gosto mesmo antes de abrir o pacote. Porque independente da sua cor, do seu tamanho, da sua marca, do seu preço existe por traz dela a intenção da pessoa que a comprou. Quando alguém nos presenteia significa que aquela pessoa gastou, no mínimo, alguns minutos pensando em nós. Sendo indo à loja comprar, ou acessando um site na internet, ou perguntando a alguém sobre o que comprar para você. Por trás de todo presente sempre existe uma atenção dispensada, uma intenção, um afeto. E é isso o que faz todos eles igualmente especiais para mim. É isso o que me faz amar recebê-los. É isso que me faz ter a certeza de que se um dia eu for muito rica meus amigos irão ganhar muitas coisas (mentalizem aí, gente!). E, tenho certeza, é o fato de acreditar nisso que me faz despertar nas pessoas esse impulso de me presentear.
No fim das contas, pra encerrar de modo bem clichê (e o que é a vida, senão um clichezão?), o verdadeiro presente é ter essas pessoas em minha vida.

p.s.: A quem interessar possa, o presente que a Jujú me deu é a lindíssima agenda 2011 da Martha Medeiros (acho que não vende em BH. Em São Paulo, ela encontrou na livraria Cultura). Já encheu de poesia cada um dos meus dias do ano que vem =) Tem como não amar?