quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Comida brasileira em Santiago


Vou desempoeirar esse trem aqui, mas não posso garantir nada sobre frequencia. Bom, voltei porque sinto que estou virando praticamente uma consultora em termos de Chile. Todo dia alguém me pergunta alguma coisa, me pede alguma dica. Pelo que entendi, Santiago é a nova Guarapari.

Então hoje eu vou dar uma dica para quem viaja pra fora mas fica morrendo de saudades da comida brasileira. Eu já comentei aqui no blog sobre um restaurante chamado Rincon Brasileiro que, até então, era o único que eu conhecia. Agora já conheço mais dois e posso fazer uma análise mais precisa:

Rincon Brasileiro:

Qual é o esquema: Rodízio de carne. Você paga pelo rodízio e tem acesso ao buffet de saladas e guarnições (arroz, feijão preto, batata frita e anéis de cebola fritos).

Ponto fraco: A trilha sonora. Não sei porque diabos o axé dos anos 90 bomba nesse alugar. Alguém precisa avisar que não é legal jantar ouvindo "o pinto do meu pai fugiu com a galinha da vizinha".

Ponto forte: O preço é o melhor de todos. Dez mil pesos (tipo R$ 40 por pessoa). Além de ter a melhor comida. A carne é supermacia e o feijão é quase tão bom quanto o da minha mãe.

Muqueca:

Qual é o esquema: Pratos brasileiros à la carte.

Ponto fraco: É um pouco caro. Eu estava na fissura por um prato de arroz, feijão, bife e batata frita, mas tive que pagar quase R$ 50 nisso aí. E não é tão saboroso.

Ponto forte: tem coxinha!!!! Para uma viciada como eu, vale a pena ir e ficar só no tira gosto, curtindo o local que é superbonito. O mais bonito e bem decorado dos três.

Acuarela:

Qual é o esquema: Self service sem balança.

Ponto fraco: 15 mil pesos. Ou seja, R$ 60 por pessoa. Tem churrasco, mas a carne estava um pouco crua e dura no dia que eu fui. Além do que, a variedade de comida brasileira nem é tão grande assim. Definitivamente, não é um restaurante para brasileiro. É para chilenos que querem experimentar nossa culinária e, se não gostarem, podem comer outra coisa. O buffet inclui comida japonesa e até peruana. 

Ponto forte: Eu não gosto de comida japonesa, mas meu marido se esbaldou e disse que é uma das melhores de Santiago. Podia ser um japonês de sucesso, em vez de um brasileiro mediano.

Conclusão: escolhi o Rincon Brasileiro como o meu preferido, afinal o que eu procuro é uma comidinha bem temperada. Quanto à trilha sonora, nada que um protetor auricular não resolva.