sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Casei!

Na verdade, já vou fazer um mês de casada (pela igreja, e quatro pelo civil!). Mas decidi ressuscitar meu blog com um post falando do casamento porque foi por esse motivo que fiquei tanto tempo sem escrever. Não que eu estivesse superocupada com o evento. Não mesmo, pois eu estava aqui em Santiago e o casamento foi em Belo Horizonte. O que significa dizer que: minha mãe e minha irmã viveram toda aquela correria das noivas por mim (só com muito amor mesmo pra fazerem uma coisa dessas, né). Mas o fato é que, mesmo não estando no Brasil (ou justamente por não estar lá), eu não conseguia mais pensar em outra coisa. 

Depois que o casamento passou, também demorei a voltar ao rumo normal da vida. Muito gostosa essa fase de curtir as fotos, os recados, os presentes, e o amor! Afinal de contas, a lua de mel ficou para o ano que vem, mas romantismo tem para todo dia. 

Sobre o casamento... o que dizer? Que ele tinha tudo para dar errado. Enquanto a maioria das pessoas passam anos planejando esse momento da vida, o nosso foi resolvido em meses. Em fevereiro ficamos noivos e, no mesmo dia, marcamos a data. A noiva estar em outro país também era um fator que não contava muito a favor do sucesso do evento. Mas, contrariando os prognóstico, saiu tudo perfeitamente como planejamos. 

Eu já estava psicologicamente preparada para algum drama, pois li em alguns blogs que é normal dar várias coisas erradas nos casamentos. Mas contrariamos os prognósticos e as estatísticas também. Foi tudo do jeito que eu sempre sonhei (sim, porque o planejamento aconteceu em poucos meses, mas o sonho era de uma vida inteira): um casamento simples, com a presença daquelas pessoas que realmente fazem parte da nossa história (embora algumas ausências de amigas que estavam longe), e num dia lindo. Casar de dia, aliás, foi a melhor ideia que eu já tive na vida. Um dia lindo, lindo, lindo (é, contrariamos a previsão do tempo também, que era de chuva torrencial). 

Agora vamos ao que interessa. Quando se trata de casamento o povo quer é foto e não blablablá. Separei meus dez detalhes preferidos do grande dia:


O vestido: foi uma saga encontrar esse vestido e, quando eu o encontrei, fiquei com um pouco de dúvida, pois não era como eu imaginava. Jamais pensei em me casar com um vestido com tanta saia. Mas quando me vi no espelho, quando vi a cara de encantamento das vendedoras da loja e da minha sogra que estava comigo, não tive dúvidas. Fui na contramão dos vestidos sereia e não me arrependi. Até hoje estão me perguntando de onde ele é. Pois então anotem: a loja chama-se La Casa Blanca, e é aqui de Santiago (e a compra saiu pelo preço de um aluguel no Brasil. Juro!).


As fotos: sei que uma das coisas mais caras num casamento são as fotos. Mas, como já está claro, tenho sorte. Minha melhor amiga, Lili, é casada com o melhor fotógrafo de casamento que eu conheço. E eles me deram as fotos de presente. As recebi prontinhas, três dias depois, no meu aniversário.


A igreja: não gosto de levantar bandeiras de religião porque fé é uma coisa muito particular. Mas desde criança, sou devota de Santa Rita de Cássia (por ter estudado no Colégio Santa Rita). Como o dia dela é 22 de maio, houve um tempo em que eu ia na Igreja de Santa Rita todo o dia 22 (e, não nego, em muita dessas visitas pedi pra ela um amor especial). Quando tivemos que marcar a data do casamento, optamos pela terceira semana de setembro, já que é a semana da pátria no Chile, com três dias de feriado, o que facilitaria que os chilenos pudessem viajar pro Brasil, sem terem que faltar do trabalho. Fui olhar no calendário e qual era o sábado da semana em questão? Dia 22. E qual foi a igreja que tinha vaga (mesmo marcando tão em cima da hora) e aceitou meu casamento num horário não muito convencional? Santa Rita. Coincidência? Cada um acredita no que quer...


As bandeiras: essa ideia do Nicolas (chileno) e do Dudu (brasileiro) entrarem na igreja com as bandeiras dos respectivos países foi minha. E, modéstia a parte, eu adorei! :)


A porta-aliança: era muito importante para mim que a Maria levasse nossas alianças. Ela sempre me amou muito, com aquele amor puro que só as crianças sabem oferecer e eu, claro, a amo muito também.   Tenho várias historinhas guardadas que ela me escreveu (em que eu sempre sou a princesa). Então eu queria ter esse momento de princesa com a participação dela. Como ela é danadinha, não comeu direito e se sentiu mal no altar. Acho que foi o único contratempo que tivemos. Fiquei apreensiva, queria saber como ela estava. Mas não demorou muito e ela retornou radiante ao seu posto.


A valsa: não queríamos ficar dançando Danúbio Azul durante três horas, até porque já havia feito isso na minha festa de 15 anos e na minha formatura e foi sempre muito chato. A escolha, então, ficou por conta do maridão: "Dont let me down", dos Beatles. Precisa dizer mais alguma coisa?


O buquê: eu queria jogar meu lindo buquê de rosas amarelas para as amigas, mas não queria que ele fosse destruído na brincadeira. Então minha prima Lucia me deu essa ideia, que achei demais: a noiva segura o buquê com várias fitas, que são entregues às meninas participantes. Depois é só ir cortando as fitas, até sobrar uma.


O Santo Antônio: quem não pegou o buquê teve uma segunda chance com os santinhos liiiiiiindos que minha mãe fez. Foi Santo Antônio pra todo lado. Casamento é o que não vai faltar.


As lembrancinhas: eu queria alguma coisa personalizada e a ideia genial veio da Beth, que foi quem fez as lembrancinhas para mim (super indico, para quem quiser lembrancinhas para qualquer evento). Em uma garrafinha ela colocou cachaça, representando o Brasil. Na outra, pisco, a bebida típica do Chile. Essa foto foi uma prévia, com as garrafas ainda vazia, só para vocês terem uma ideia.


A felicidade das pessoas que mais amo na vida. Essa foto diz tudo.