segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

#2013 Os livros - Parte I


Comecei 2013 com uma meta (quantitativa) de livros a serem lidos. Infelizmente não alcancei minha meta porque não tive tempo e porque tenho resistido cada vez menos ao sono. Deito para ler um livro e duas páginas depois estou apagada. Conta também o fato de que, de outubro pra cá, não li quase nada devido à vida flutuante que estou levando desde então. Ok. Desculpas de lado, aí vai a primeira parte dos livros que li este ano.

 


Saga Hush Hush (Beca Fitzpatrick): Comecei a ler essa saga sabendo exatamente onde eu estava me metendo: romance adolescente sobrenatural e possivelmente lotado de clichês. Mesmo assim, consegui me irritar com o início da história de amor entre Nora - uma adolescente normal, destemida, cheia de conflitos internos blábláblázzzzzzzzzzz - e Patch - um anjo caído, com ar misterioso, pinta de bad boy, o aluno esquisitão da escola blábláblázzzzzzz. Mas depois acabei me apegando aos conflitos e as cenas de ação que são muito boas. Um bom entretenimento no fim das contas!

 

As Mulheres de Odisseu (Eduardo Loureiro Jr) e Estopim (Carla Dias): Muito orgulho é você conhecer pessoas lindas, que escrevem livros incríveis e ainda dividir um espaço com elas. O Eduardo e a Carla são o pai e a mãe do Crônica do Dia e este ano tive a feliz oportunidade de ler um livro de cada. O livro do Eduardo é um prato cheio para quem aprecia mitologias ou, simplesmente, boas histórias. Ele reconta a Ilíada e a Odisseia pelo ponto de vista das mulheres que cruzaram o caminho de Ulisses. Uma ótima sacada de um alguém que escreve muito bem sobre nós, mulheres. Já o livro da Carla é um romance urbano intenso e acelarado. Já havia me apaixonado por outro livro da Carla (o Jardim de Agnes) e com esse não foi diferente. Ela nos envolve de tal forma com seus personagens que a gente acaba se misturando com eles. Lembro de tê-lo lido no início do ano e, mesmo num verão intenso, na época da leitura eu não parava de tomar café, tal como fazia Olavo, seu protagonista (e, bom, eu nunca tive o hábito de tomar café). 

 

A Arte da Guerra (Sun Tzu) e Assassinato no Expresso Oriente (Agatha Christie): Esses dois livrinhos eu li em dias de nada pra fazer porque 1) No caso da Arte da Guerra eu estava precisando ter uma visão mais estratégica sobre algumas situações da minha vida. 2) No caso do Assassinato no Expresso Oriente eu achava um absurdo NUNCA ter lido justo esse, que deve ser um dos mais famosos entre os tantos milhões de livros da Agatha Christie.

 

Fiquei Com Seu Número e O Segredo de Emma Corrigan (Sophie Kinsella): Chick lit é assim: você já sabe o final antes de ter lido a sinopse. Mesmo assim, eu AMEI Fiquei Com Seu Número. A personagem principal é muito carismática e louca e só se mete em roubada. Achei a autora muito criativa na construção de todos esses imbroglios. Você quer ler rápido pra saber a confusão que vem a seguir. Animada com a leitura, peguei O Segredo de Emma Corrigan, da mesma autora, e aconteceu de eu odiar. Sério, é engraçadinho, mas no geral bem besta. Sei lá se foi meu humor que já tinha virado a casaca quando parti pra essa leitura, o fato é que não gostei. Lá pelas tantas do livro imaginei um desfecho que - ao menos na minha cabeça - era superlegal. E ao final fiquei com a sensação de que o meu final era muito mais legal que o da autora. E isso não é legal, né, gente? 

Para quem não conhece a Sophie, ela é autora de Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, que conheci pelo filme e só depois fui descobri que existe toda uma franquia de livros dessa personagem.


Orgulho e Preconceito e Razão e Sensibilidade (Jane Austen): Olha que coisa louca. Eu já havia lido os dois, mas talvez não fosse o momento, pois simplesmente haviam passado por mim como livros como outros quaisquer. Aconteceu que os livros que eu tinha lá no Chile acabaram e eu decidi partir para as releituras. Bendita hora! Nessa segunda chance fiquei completamente envolvida. Aí sim vi cair minha ficha sobre porque Jane Austen tem o lugar que tem na literatura mundial. Orgulho e Preconceito, especialmente, é viciante. Depois de ler fiquei tipo um mês vendo filmes e séries baseados no livro. E foi justo nessa época que recebi a notícia de que o Mark Darcy morre na sequência do Diário de Bridget Jones, lançada este ano. Só serviu pra me deixar ainda mais apegada ao Mr. Darcy original que, graças a Deus, continua vivão para todo o sempre!