segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

#2013 Os livros - Parte II

Voltei para a segunda parte da retrospetiva de leituras de 2013 (se você não viu a primeira, pode ver AQUI). Já estou com uma listinha de livros que eu pretendo ler em 2014. Quem tiver sugestões, aceito muito!

 

Diálogos Impossíveis (Luis Fernando Verissimo) e Macchu Picchu (Tony Bellotto): Vou começar com o primeiro e o último livro que li (até agora) em 2013. Ambos estão na minha lista de "gosto do autor, mas não gostei do livro". O do Verissimo (com título autoexplicativo) traz uma coletânea de diálogos improváveis e inusitados. O do Bellotto conta a história de um casal, preso num engarrafamento monstro no trânsito do Rio (cada um num ponto da cidade), repassando seus anos de casamento. Não encontrei no primeiro a leveza e a graça das excepcionais crônicas e romances do Verissimo. Nem encontrei no segundo a agilidade e as histórias bem boladas típicas do Bellotto (sem falar que eu não entendi porque caralhos tem tanto palavrão nesse livro). Na boa, parece que os dois foram livros escritos para cumprir contrato com editora. 


















Johnny Depp (Danny White): Seguindo a vibe "sinto muito, mas não gostei", está a biografia do Johnny Depp. Todo mundo sabe o quanto eu amo esse senhor. Mas acho que a pessoa que escreveu o livro não o ama tanto quanto eu porque, olha, coisa mais mal escrita da vida. Descobri uns fatos muito legais sobre a vida dele lendo o livro, mas não consegui em momento algum apreciar a escrita. A melhor coisa do livro é o encarte com fotos dele.  <3

 

Belo Desastre (Jamie McGuire) e A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista (Jennifer E. Smith): Dois romances. O primeiro é tipo paixão-pegação-caliente-carabadboytatuado. O segundo tem um nome fofo, uma capa fofa, e dois protagonistas adolescentes muito fofos. Muita fofura, enfim. Claro que eu gostei mais do segundo.

 
Quem é Você, Alasca? e O Teorema Katherine (John Green): O John Green certamente foi um dos gringos mais lido no Brasil em 2013. Muuuuito desse sucesso se deve ao comentadíssimo A Culpa é Das Estrelas, livro que eu NÃO VOU LER NUNCA JAMAIS. Porque todo mundo que lê diz que fica deprimindo por um mês e eu me recuso a me submeter a tanta tristeza. Então decidi conhecer o trabalho dele começando por Quem é Você, Alasca? e amei! Literatura YA (vulgo young-adult, vulgo jovem-adulto) ágil, cativante e muito impactante. Depois, parti para O Teorema Katherine, sobre o qual eu havia lido umas críticas negativas. Mas aconteceu de eu gostar. Os personagens do John Green são muito doidinhos, é impossível não se apaixonar. 




















Resposta Certa (David Nicholls): Nessa onda YA, eu li o Resposta Certa do David Nicholls e foi uma grande decepção. O caso é que eu fui cheia de expectativa, já que ele é o autor do lindo de viver Um Dia, mas esse aí não tem nada a ver. O personagem principal, um garoto que acaba de ingressar na universidade e vai participar de um programa de perguntas e respostas, é um porre. Criei zero empatia.




















Por Favor, Cuide da Mamãe (Kyung-Sook Shin): Eu nunca havia lido nada da literatura coreana, até ganhar este livro de uma grande amiga. O livro, que se passa em Seul, conta a história de uma senhora que está desaparecida e de todos os sentimentos que este desaparecimento desperta em sua família. É muito tocante. Uma leitura que recomendo demais. 

 



Um Lugar na Janela e A Graça da Coisa (Martha Medeiros): Quem compra um livro da Martha Medeiros é porque gosta da prosa dela, né? E eu adoro. A Graça da Coisa é mais um apanhado de crônicas que ela publicou no jornal Zero Hora, nos últimos dois anos. Já Um Lugar Na Janela é um pouco diferente pois são relatos de viagem. É muito gostoso ler experiências que você já viveu, sob a ótica dela (por exemplo, ela também morou em Santiago). Mas mais gostoso ainda é ler os relatos sobre as viagens a lugares onde ainda não pisamos. Dá vontade de sair correndo pra um aeroporto.

As Vantagens de Ser Invisível (Stephen Chbosky): Encerrando o post, meu preferido do ano. Se você leu ou viu o filme, há de concordar comigo. É uma história de amizade, amor e descobertas muito delicada e emocionante. Se você ainda não leu, faça isso por você. E, depois, veja o filme que milagrosamente não estragou a história em nada.