segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Um livro: Cidades de Papel - John Green



Se você está vivendo em outro planeta e nunca ouviu falar do John Green, ele é o cara que escreveu o livro A Culpa é das Estrelas que, em breve, deverá fazer as pessoas se debulharem em lágrimas no cinema. Pelo que eu entendi de sua trajetória, o reconhecimento começou graças a um canal no YouTube, que ele mantém com seu irmão, e com o livro supracitado veio o estrondoso sucesso no universo literário jovem-adulto. 

Mas, como eu já falei em outra ocasião, não li A Culpa é das Estrelas e nem vou ler. Pela temática do livro sei que vou me desidratar se tanto chorar e prefiro poupar minhas glândulas lacrimais. Além disso, as experiências que eu tive com outros livros do John Green já foram suficientes para eu admirá-lo. No ano passado, li Quem é Você, Alasca? e O Teorema Katherine. Este ano, Cidades de Papel, que é o livro que estou recomendando para quem quer passar o tempo com uma boa leitura.

Cidades de Papel conta a história de Quentin. Um adolescente, um pouco nerd, um pouco loser, que, junto com seus dois amigos inseparáveis, forma aquele grupinho não-popular no colégio. E, claro, Quentin é apaixonado pela menina mais popular da escola. A temática pode parecer um pouco clichê e até repetitiva para quem lê esses três livros que eu li, na sequência. Todos os protagonistas poderiam ser descritos da mesma maneira, o que me faz pensar talvez se trate de um alter ego do próprio John Green adolescente (mas ele nega). 

O que difere cada um dos livros são os enredos envolventes criados por Green, as reflexões sobre a vida e as peculiaridades e esquisitices de cada personagem o que torna o (s) livro (s) muitas vezes hilário (s). No caso de Cidades de Papel, o enredo começa a se desenrolar quando Margo, a garota por quem Quentin nutre um amor platônico e que costumava ser sua amiga na infância, invade o quarto dele numa madrugada e o convida para uma missão. Apesar de surpreso, já que ela praticamente o ignorava, Q aceita o convite na esperança de que isso reaproxime os dois. Acontece que, no dia seguinte, ao chegar na escola Q descobre que Margo está desaparecida.

Certo de que a doida da menina (aliás, John Green tem uma particular predileção pelas meninas maluquinhas) deixou pistas para que ele a encontre, Q se lança numa busca que o fará conhecer mais a si mesmo, a verdadeira Margo e as cidades de papel. Aliás, eu não sabia o que eram cidades de papel. Descobri lendo o livro. Se você também não sabe, não vou contar para não estragar a surpresa de quem vai ler o livro. 

Aqui tem um vídeo muito legal, do próprio autor comentando o livro. Em pouco mais de três minutos, ele dá muitas informações. Dois fatos sobre John Green: escreve muito bem e fala muito rápido: